A Ideia Mais Radical de Platão: O Livro V de A República

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Configurações de SEO para a Barra Lateral do Blogger: Descrição da pesquisa (Meta Description): Análise exaustiva do Livro V de A República de Platão (449a - 480a). Entenda as Três Ondas, a igualdade funcional de gênero, a comunidade de bens e o conceito do Rei Filósofo. Marcadores (Tags): Platão, A República, Filosofia Política, Livro V, Rei Filósofo, Episteme, Doxa, Grécia Antiga A Ideia Mais Radical de Platão: O Livro V de A República Explicado (449a - 480a) Para fundamentar adequadamente o estudo da filosofia platônica ao iniciar a leitura do Livro V de A República de Platão, é indispensável realizar um exame panorâmico e analítico da estrutura argumentativa que se desenvolve entre as passagens 449a e 480a. Este trecho constitui a espinha dorsal de toda a obra e marca o ponto de virada mais profundo do projeto político socrático. O exame do texto fundamenta-se em uma perspectiva interdisciplinar entre a Filosofia, o Direito e a Literatura, voltada para a desconst...

Direito injusto

QUANDO O DIREITO NÃO É JUSTO
Estou partindo da premissa de que não há nada absoluto nesta vida, mas sem problemas se você pensar diferente.
Bom, então Direito tem limite, não se pode tudo, não é absoluto.
Bóra para a reflexão?

Nos meus primeiros anos de graduação, meu Mestre Osmar Godinho (Mineiro radicado no Paraná e Advogado na região de Jacarezinho), iniciando o nosso estudo nas lições de Introdução ao Estudo do Direito, nos trouxe uma reflexão de Shakespeare no Mercador de Veneza: Shylock, um agiota, empresta certa quantia para Antônio. Contrato assinado, a multa seria uma libra de carne de qualquer parte do corpo do devedor, que não paga a dívida. Na Justiça, o argumento de Antônio é a de que o pacto está perfeito. Porém, como se tirará a carne sem sangrar? No contrato diz que a multa é somente a carne, não o sangue. O Direito não estaria sendo extrapolado?

Trago outro caso, agora mais recente e que vivi. Em um prédio, faz muitos anos, existia uma Síndica “esperta”. Para fazer valer a sua vontade nas reuniões de condomínio, ela conseguia procurações de condôminos relapsos e, claro, a vontade dela sempre vencia. O Direito estava com ela.

Trouxe essas duas histórias para dizer do abuso do Direito. 
Diz a nossa doutrina processual civil que há casos em que a pessoa pode, usando o seu Direito, prolongar, atrasar ou impedir o andamento de processos. A tese pode ser usada para outros fins, não só em processos, como o caso do titular de um Direito que comete ato ilícito, ao usá-lo, se exceder manifestamente os limites impostos pelo fim econômico ou social da coisa, pela boa-fé ou pelos bons costumes (Código Civil, artigo 187).

Portanto, que fiquemos de olho no nosso Direito.

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